Dr. Danilo
Sugita
Cirurgia plástica
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Durante o verão e especialmente no Carnaval, o protetor solar vira protagonista.
Ele está na bolsa, na mochila, no nécessaire e até esquecido no fundo do carro.
Mas, no consultório, uma pergunta é quase unânime:
“Doutora, eu usei protetor… por que minha pele manchou mesmo assim?”
A resposta, na maioria das vezes, não está na falta do protetor, mas na forma como ele foi usado.
Passar protetor solar não significa, necessariamente, estar protegido.
Neste artigo, vou explicar os erros mais comuns no uso do protetor solar durante o verão, como corrigir esses hábitos e como cuidar da pele sem exageros ou terrorismo.
Um dos erros mais frequentes é usar menos protetor do que o necessário.
Para que o fator de proteção (FPS) indicado no rótulo funcione de verdade, é preciso aplicar uma quantidade adequada. Quando usamos menos produto, o FPS real cai drasticamente.
De forma prática:
Aplicar uma camada muito fina, espalhar demais ou “economizar” o produto compromete totalmente a proteção. O protetor não foi feito para render foi feito para proteger.
Outro ponto crítico é a reaplicação.
No Carnaval, as pessoas transpiram mais, entram na água, usam maquiagem, glitter, fantasias e passam horas expostas ao sol.
Mesmo assim, muitas reaplicam o protetor apenas uma vez ou não reaplicam.
A regra é clara:
➡ ️ o protetor solar deve ser reaplicado a cada 2 horas, ou antes, em caso de suor excessivo, banho de mar ou piscina.
E aqui vai um erro comum: passar protetor pela manhã não protege o dia inteiro, mesmo se o FPS for alto.
Durante o Carnaval, o ideal é carregar o protetor consigo e reaplicar mesmo por cima da maquiagem, usando versões em pó ou spray quando necessário.
Muita gente confia cegamente na palavra “resistente à água”.
Mas é importante entender o que isso significa.
Protetores resistentes à água retardam, mas não impedem a perda da proteção com suor e contato com água.
Após um período de exposição intensa, a película protetora se rompe.
Além disso, o suor dilui o produto, facilita o escorrimento e diminui a eficácia da proteção.
Por isso, mesmo protetores resistentes à água exigem reaplicação regular.
Não existe protetor “à prova de verão”.
Um erro clássico é proteger bem o rosto e esquecer o resto do corpo.
No consultório, encontro com frequência lesões em áreas que raramente recebem protetor solar.
As mais esquecidas são:
Essas regiões acumulam sol ao longo da vida e costumam ser pouco observadas no dia a dia, o que favorece o diagnóstico tardio de lesões.
Proteger essas áreas é tão importante quanto proteger o rosto.
Essa é uma dúvida muito comum, especialmente entre pacientes com melasma ou tendência a manchas.
O protetor com cor oferece uma vantagem importante: além da proteção contra os raios ultravioleta, ele protege contra a luz visível, que também estimula manchas, especialmente em peles sensíveis.
Já o protetor sem cor pode ser suficiente para pessoas sem tendência a hiperpigmentação, desde que seja bem aplicado e reaplicado corretamente.
De forma geral:
A escolha ideal depende do tipo de pele, da rotina e da exposição solar de cada pessoa.
Um ponto importante: o protetor solar reduz riscos, mas não torna o sol inofensivo.
Passar protetor não significa poder ficar exposto ao sol por horas sem consequências.
O excesso de radiação solar, mesmo com proteção, aumenta o risco de envelhecimento precoce, manchas e câncer de pele ao longo da vida.
Por isso, além do protetor, é importante:
Proteção solar é um conjunto de atitudes, não um único produto.
Mesmo com todos os cuidados, o verão pode deixar marcas que só aparecem depois.
Manchas novas, pintas que mudaram e lesões que surgem semanas após o Carnaval merecem avaliação.
O uso correto do protetor solar reduz riscos, mas não substitui o acompanhamento dermatológico.
O check-up da pele após o verão permite identificar alterações precocemente e orientar os cuidados adequados para o resto do ano.
Usar protetor solar é essencial, mas usá-lo corretamente faz toda a diferença.
Quantidade adequada, reaplicação, atenção às áreas esquecidas e escolha do produto certo são cuidados simples que protegem a pele de danos desnecessários.
No verão e especialmente no Carnaval, pequenas falhas no uso do protetor se acumulam e cobram seu preço depois.
Se você tem dúvidas sobre como proteger melhor a sua pele ou percebeu mudanças após o verão, uma avaliação dermatológica é sempre o melhor caminho.
Dra. Juliana Sugita
Dermatologista – CRM-GO 11716 | RQE 8239
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